segunda-feira, 27 de março de 2017

Feliz dia do circo!


Pode-se dizer que as artes circenses surgiram na China, onde foram descobertas pinturas de quase cinco mil anos em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas. A acrobacia era uma forma de treinamento para os guerreiros, de quem se exigia agilidade, flexibilidade e força. Com o tempo, a essas qualidades se somaram a graça, a beleza e a harmonia. 

Desde criança sempre fui apaixonado por circo. Me lembro a primeira vez que o circo veio à minha cidade e pedi para minha mãe me levar até lá. Ela me disse para deixar de ser bobo e que quem quisesse me ver, que viesse em casa.

Percebi meu talento para o circo, quando com preguiça de lavar a louça consegui equilibrar cinco pratos em cima de sete copos de vidro e mais algumas colheres e panelas dentro na pia. Aprendi cedo a fazer malabarismo para ganhar uma grana no farol. O problema era só na época de enchente que não dava para fazer malabarismo, apenas nado sincronizado na frente dos carros.

Sempre ouvimos dizer que o Brasil é um grande circo. E faz sentido. Se olharmos ao longo da história veremos alguns mágicos matando Mister M de inveja, com destaque para o tal de José Adalberto Vieira da Silva, do PT, que conseguiu fazer aparecer cem mil dólares em sua cueca. Eu no entanto, no máximo faço aparecer algumas manchas marrons quando ando de bicicleta, mas ainda não identifiquei o que é. Acho que estou comendo muito chocolate.

Malabaristas e equilibristas também têm seu espaço no cenário circense nacional. Várias pessoas se equilibram em cargos públicos, mesmo envolvidos em todo tipo de corrupção. Temos deputados e senadores agarrados nos cargos igual carrapato se agarra no culhão do touro. Esses deveriam estar presos igual peido na frente do sogro.

Vemos muitos ilusionistas prometendo coisas para o povo e o povo acreditando. Nessa época de crise vejo muitos políticos prometendo mais trabalho em suas campanhas. Se fosse eu prometeria mais férias, aí sim ganharia os votos. O trabalhador na maioria das vezes tem menos controle da situação que o homem-bala do canhão do circo. Brasileiro é tão azarado que se comprar um circo, o anão cresce.

No Brasil medieval, ainda há pessoas que moram em castelos, como o ex-deputado Edmar Moreira. Com seu dinheiro suado, exatamente, o seu dinheiro suado, o meu dinheiro suado, o nosso dinheiro suado, ele construiu um castelo avaliado em aproximadamente 30 milhões de reais. Nada mais justo que alguém levar uma vida de rei num país onde há 200 milhões de bobos da corte. Certos deputados são mais perigosos que barbeiro com soluço.

E assim como no circo, toda palhaçada por aqui sempre acontece por debaixo do pano.

Por fim, não poderia encerrar esse texto sem parabenizar o pessoal do circo. O circo da alegria, da emoção e da força de vontade. Parabenizo a todos pelo lindo trabalho que admiro e dedico o primeiro post desse blog.

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