segunda-feira, 24 de abril de 2017

Só a cabecinha?


Hoje pela manhã fiquei horas preso no trânsito. Agora sei como a minha vizinha se sentiu quando ficou presa no toboágua do clube. Mas nada que se compare ao caso do pobre Rebel, um cachorro que foi encontrado ganindo e com a cabeça aparecendo do outro lado da parede de 46 centímetros de espessura, enquanto seu corpo se manteve firmemente do outro lado, causando mais alvoroço que bêbado no convento. 

Minha vizinha que ficou presa no toboágua não tem nada em comum com o pobre cachorro, peço desculpas (ao cachorro) pela comparação infeliz. É que desde que ela colocou um piercing na língua, só posta fotos na internet de língua de fora parecendo um cachorro com sede. Fotos que parecem com as de cachorro para adoção: todo mundo curte, mas ninguém quer levar para casa. 

Voltando ao assunto, o dono do animal (do cachorro) disse que essa história toda lhe rendeu a maior dor de cabeça. O que é no mínimo curioso, visto que quem quase teve a cabeça serrada pelos bombeiros foi o cachorro, não ele. Segundo ele, o cachorro brincava no quintal quando enfiou a cabeça em um buraco existente no muro. Aí eu pergunto: brincava do quê? De Copa do Mundo, ele era o Zidane e deu uma cabeçada no muro que era o zagueiro da Itália?

Era um cão pastor e como de praxe quis dar uma mudadinha de leve nas escrituras. Em Marcos capítulo 10, versículo 25 diz: “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Ele quis mudar de camelo para cachorro e de agulha para parede. O problema é que ficou preso e nem deu para passar recolhendo o dízimo.

Outra escrita caiu por terra com essa história: a de que se passar a cabeça o resto passa fácil. Escrita que para mim nunca fez sentido, afinal, ao contrário do cachorro, pênis não tem ombro.

Já vi vários cachorros subindo pelas paredes a ponto de confundir minha perna com uma cachorra, mas cachorro entrando pelas paredes é a primeira vez que eu vejo.

No fim das contas, essa história nos deixa um aprendizado: esse negócio de "colocar só a cabecinha" quase sempre acaba com alguém sendo retirado à força.

Um comentário:

Márcia Lopes disse...

kkkkkkkkkkkkkkkk
Muito bom Ro!!