segunda-feira, 8 de maio de 2017

Pelo mundo afora: Marrocos


Situado no noroeste da África, o Marrocos não chama a atenção somente por não fazer parte da União Africana, nem pelos belos desertos onde há maratonas tradicionais e podemos passear de dromedários, nem muito menos pela sua economia baseada na agricultura e na mineração. O que mais chama atenção são os muitos costumes exóticos para nós aqui no Brasil.

Por exemplo, no Marrocos é comum ver homens andando de mãos dadas nas ruas e dando selinho uns nos outros, o que não é comum aqui no Brasil, exceto em jogos do São Paulo. Aqui no Brasil o número de gays está aumentando tanto que daqui a pouco vão ter que adicionar o 9 na frente do nome. Mas cá para nós, beijo gay e hétero é a mesma coisa que usar calcinha ou usar biquíni. São a mesma coisa, só que um é aceito em público e o outro não. O que vale é ser feliz, mesmo que seja pra lá de  Marrakech. 

Ainda nesse assunto, o país é um dos primeiros do mundo no ranking de cirurgias de mudança de sexo. Não que eu esteja interessado em operar, longe disso, é que a capital marroquina se chama Rabat e soa meio estranho ver um castrado "em Rabat", não soa?

O esporte mais popular no Marrocos por incrível que pareça é o futebol. Mesmo com a pouca tradição no esporte, dizem que foi lá que inventaram o famoso "treino sem bolas". Eles já enfrentaram o Brasil em uma Copa do Mundo e acabaram perdendo. Treinaram muitas jogadas de primeiro pau, mas na hora do jogo ele não estava mais lá, alguém já tinha decepado o bicho. Há brasileiros jogando nos clubes do Marrocos. Roberta Close jogou por lá, mas acabou sendo cortada.

Para quem gosta de beber, o Marrocos não é um lugar legal. Além de caras, as bebidas não são nada fáceis de serem adquiridas, mas como pinga é pé do ouvido não tem hora para tomar, os turistas têm lugares específicos para beber água que dromedário não bebe. Enquanto aqui no Brasil a cada esquina tem um boteco, no país africano não pode nem andar com uma garrafa de álcool na rua. Ainda bem que não consumo álcool, só quando acaba a pinga.

Deve ser por esse motivo que ao invés do coração, o fígado é o símbolo do amor no Marrocos. Quando uma mulher topa casar, dizem que ela está com o "fígado preso". Já o símbolo do amor do homem deve ser o intestino e quando ele aceita casar devem dizer que ele está com o "intestino solto".

A dieta do país além de exótica, exige algumas etiquetas incomuns. No desjejum eles sempre comem um prato coletivo. Recusar carne vermelha e comer com a mão esquerda é considerado falta de educação. Realmente, canhoto como eu não tem direito a nada. Mesmo que eu seja canhoto, sou obrigado a acordar com o pé direito e comer carne vermelha sem querer? Ora pois. 

Nos grandes e tradicionais mercados marroquinos, os produtos não têm preço fixo, o que manda é a lei da pechincha, não dá para ir às compras sem negociar preço. Essa pechincha lembra a política aqui do Brasil. Não só na negociação de propinas, da compra deputados pelo Zé Dirceu no mensalão, mas na arte de enganar toda a população de um país durante 4 anos e ainda ser eleito para segundo mandato. É muita negociação e muita gente para enganar!

Sobre a economia, acredita que 10% do PIB marroquino é proveniente da produção de maconha? Lá, como aqui no Brasil, há um estudo sobre a regularização do uso da maconha. Os consumidores da erva fizeram uma campanha pedindo para que todos os usuários dessem as mãos em prol dessa causa. Aí eu pergunto, se todos derem as mãos, quem vai enrolar o baseado?

Existe um provérbio local que diz: "Se um homem diz que você parece com um camelo, não ligue, mas se dois homens dizem, olhe-se em um espelho". Encerro esse texto dizendo: "Se você teve a resistência de um camelo e leu esse texto até o fim, não custa nada ler dois, siga para o texto abaixo!".

2 comentários:

mariana cristina disse...

eu amo seu trabalho...vc é o melhor...não tem pra ngm....lindo....

Pri disse...

Não é necessário comentar...só apreciar !!!! É um artista esse menino.... Bjs