quinta-feira, 22 de junho de 2017

Fique frio, chegou o inverno!



Quando cai a temperatura as pessoas sempre procuram um jeito de esquentar o clima. E sempre o que há de mais acalorado são as eternas discussões sobre o que é melhor, o frio ou o calor. Eu particularmente não gosto nem do calor e nem do frio, eu gosto é de reclamar da temperatura.

Está tão frio que acordei cedo com o barulho da dentadura da minha avó. A dentadura estava fazendo abdominal dentro do copo de água para se esquentar do frio. Levantei, saí e fui à praça dar milho aos pombos, mas curiosamente hoje não tinha nenhum. Só havia pinguins.

Tremi tanto de frio esses dias que se eu fosse uma galinha botaria um ovo já com a clara em neve. Se eu fosse uma vaca ao invés de dar leite, daria sorvete de nata.

Dizem que frio é psicológico. Pode até ser, fui tirar a dúvida com meu psicólogo e ele estava esquiando em Manaus para se ter uma ideia. Falando em psicológico, o meu também fica alterado no frio. Fico romântico como um europeu para arrumar alguém para me esquentar, mas a preguiça continua de brasileiro e o pênis continua de japonês. O pior é que na maioria das vezes o romantismo europeu não funciona. No frio as mulheres parecem pernilongos e somem misteriosamente. Até as piriguetes postam fotos com roupas nas redes sociais. 

Mas uma coisa em mim não muda no frio: continuo solidário! Tanto é que vi um mendigo dormindo no chão esses dias e peguei um colchão aqui em casa para levar para ele. Fiz uma fogueira com o colchão que o aqueceu a noite inteira. 

Fico bravo quando estou embaixo das cobertas e pedem para eu levantar no frio. Ontem, um frio danado e minha mãe me manda fechar a janela que estava frio lá fora. Fechei, mas continuou frio lá fora do mesmo jeito, cada coisa! 

Hoje está tão frio que a caixa d'água destampada virou pista de esqui para os mosquitos da dengue aqui em casa. Fui jogar Mortal Kombat, escolhi o Subzero e ele veio de blusa. Falando nisso, vou criar um aplicativo chamado "Dança da Manivela", só para saber onde está quente, onde está frio. 

Até lá no cemitério era ruim trabalhar no frio. Tinha dia que os fantasmas não apareciam de lençol e sim de edredom. 

Vou terminar esse texto porque tenho que tomar banho. Banho no frio é igual briga, eu fico evitando até o último momento, mas depois que eu entro não quero mais sair. Quando era criança nos dias frios eu fingia que tomava banho, ligava o chuveiro e sentava na privada enquanto a água caía no chão. Hoje depois de velho vi que não compensa passar frio a toa, agora esquento a tampa da privada com o secador antes de sentar. 

Sei que as piadas desse texto não foram muito boas e muita gente está me mandando mentalmente para o inferno. E olha, nesse frio eu vou mesmo.