segunda-feira, 10 de julho de 2017

O caso da Mulher Catchup!


Um caso de polícia no mínimo curioso agitou a pacata Pindobaçu, interior da Bahia. A cidade de 20 mil habitantes, é tão pequena, que se alguém bate palmas no seu portão, a cidade inteira ouve. Se alguém espirrar, a cidade toda pega gripe. Geralmente as mulheres brigam por 3 razões: porque ela está com raiva, porque ela está de TPM e porque sim. Mas nesse caso uma briga de mulher causou mais confusão que um macaco em uma plantação de banana na pacata cidade. 

Uma mulher chamada Maria Nilza contratou por mil reais o senhor Carlos Roberto, um pistoleiro, ou como diz meu amigo Diegão Silva, um facãozeiro, para exterminar a dona de casa, batizada de Eronildes Aguiar Araújo, que a partir de agora será denominada "Mulher Catchup" nesse texto. Carlos era capoeirista, e na boa, não sei qual a utilidade de lutar capoeira. Não dá para começar a briga sem antes chamar o cara que toca berimbau para fazer os efeitos sonoros.

Quando o malfeitor chegou ao local em que executaria o serviço combinado, ele percebeu que conhecia a vítima, desistiu do crime e combinou a seguinte farsa: a vítima foi convidada a ser amarrada, posar como falecida, com um facão preso entre o tronco e o braço, amarrada e encharcada de catchup, aceitando a simulação por um cachê de R$240,00, o que rendeu o apelido de Mulher Catchup.

Dias depois, a mandante descobriu que o crime não foi executado, pois encontrou o mau elemento aos beijos com a suposta vitima, em uma feira livre da cidade. Bom, como podemos perceber, no fim das contas o único que acertou algum golpe na Mulher Catchup foi o cupido, nem quero imaginar como fizeram para tirar aquele catchup todo do corpo dela depois.

Nessa hora o clima esquentou de vez, já que briga de mulher começa a ficar séria quando uma chama a outra de fofa ou querida na frente de todo mundo. Irritada com a mentira, Maria denunciou Carlos por um falso assalto a ela, mas como ninguém tinha prova de nada e por falta de flagrantes, nenhum dos três foram detidos nessa novela. Nesta passagem pela delegacia, Carlos contou o ocorrido para a polícia e assim tudo foi esclarecido. Para o Carlos fica a lição: em briga de aranha, mosca não se mete no meio.

E outra, briga de casal só traz mais problemas, veja a briga entre a Joelma e o Chimbinha, por exemplo, foi a pior coisa que aconteceu, porque ao invés de acabar com a banda, agora temos duas! Sou bom para apartar brigas, ontem vi dois cegos brigando na rua e gritei: "estou torcendo para o que está com a faca". Os dois saíram correndo.

A Mulher Catchup relatou que quer se aproveitar destes seus quinze minutos de fama para tentar uma cadeira na câmara municipal nas próximas eleições municipais. Como já sabemos, político não precisa ter preparo neste país, é só fazer uma palhaçada igual essas e já está pronto, abestado!

“Depois que saí na televisão e no jornal todo mundo grita na rua que é meu fã”. A Mulher Ketchup já conquistou até as crianças: “O ônibus escolar parou por minha causa. Aquela meninada toda gritando das janelas e o motorista buzinando”. Disse à imprensa. Boa sorte à ela, que hoje segue a vida sem o capoeirista e facãozeiro, Carlos. Mas a vida é assim, quando uma porta se fecha, outra se abre, sou prova disso, meu carro é assim.

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