quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Tamanho é documento?


​​​​​Hoje vou comentar sobre um assunto que intriga a raça masculina que participo com orgulho. Afinal, tamanho é documento?

Vou começar falando por mim, afinal não fico muito intrigado com isso já que sou adepto das velhas frases: “tamanho não é documento” e “dinheiro não trás felicidade”, o que logo mostra que sou pobre e que tenho pinto pequeno. Sou feliz assim, não vou deixar que coisas pequenas atrapalhem meu dia a dia.

Engraçado que recebo vários e-mails com “táticas” para aumentar meu pênis. Mas é besteira. Um amigo me disse que é só amarrar um barbante com uma pedra no dito cujo e fazer um levantamento de peso. Segundo ele funciona, mas não tenho coragem de arriscar meu pescoço. Prefiro continuar com meus poucos, mas naturais dotes. Além do mais, não acredito nesses truques, esses dias comprei um produto pela internet que prometia aumentar o Nicolau, mas quando recebi em casa e abri, vi que era uma lupa.

Semana passada eu conversava com uma moça pela internet e ela me disse que pra sair com ela tinha que ter um pênis de A a Z. Olhei no teclado a distância de A até o Z e pensei: "está no papo!". Mas no fim das contas, acabei nem pegando esta mina. Tenho um grave problema com preservativos, todos que eu compro tenho que levar para minha mãe fazer barra e ela não estava em casa nesse final de semana.

Com certeza o que mais chateia nossa classe são as gozações (estou falando de zoação). Um amigo me zoa bastante por causa disso, quando eu ver a namorada dele vou reclamar e mandar ela parar de ser fofoqueira.

Fui passar trote esses dias para um amigo cabeleireiro e me dei mal:

- Alô, é do salão?
- É sim!
- Quanto custa para lavar a cabeça?
- 15 reais.
- E o Nicolau inteiro?
- No seu caso, continua 15 reais.

Acho que ele reconheceu a minha voz.

Essas zoações traumatizam sim, é fato isso. Tanto que esses dias fui comer um lanche no Subway e a atendente perguntou:  

- Boa tarde, senhor, 15 ou 30 centímetros?
- Ah, 7, mas isso não tem nada a ver. 

Vou encerrar esse texto porque está friozinho hoje. No frio junto com as ideias outras coisas diminuem e não quero falar mais dele. Mas uma coisa é certa, nesse texto fiz igualzinho ao meu dito cujo: quando todos pensavam que estava na metade, já estava no final.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A cura gay


A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei conhecido como "cura gay", pelo qual psicólogos podem propor tratamento para homossexualidade. Eu particularmente não acredito que esse papo de "cura gay" está indo pra frente. Precisamos de políticos que realmente representem o nosso povo e o que realmente precisa ser resolvido no nosso país.

Sempre me perguntam se sou a favor do casamento gay. Olha, não importa se o casamento é gay ou hétero, se tiver comida, bebida, churrasco e principalmente amor e respeito, eu aprovo. Deixa os caras serem felizes, é comum um dar o anel para o outro mesmo. Convivo com pessoas de todos os tipos: héteros, gays, lésbicas e o pior tipo de gente, aqueles que se acham melhor que os outros. 

Tudo hoje em dia é misturado com religião. A fé não importa mais, o que importa é a lição de moral que posso dar no outro por eu ser da religião A, B, ou C e ele não. Vi um vídeo do Malafaia falando em boicotar a Disney. É tipo eu abrindo uma lanchonete na favela e querendo boicotar o McDonald's. Vai lá Malafaia, você consegue!

Falando em fast-food, tenho um amigo que trabalha de manobrista no Habib's, só pra poder dar ré no quibe sossegado. O pior é ver meus amigos gays se preocupando com isso. Como se já não bastasse a preocupação que eles têm de sair da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. 

Como já disse, tenho vários amigos gays em todos os ambientes que frequento. Trabalho com um que mesmo não gostando de cigarro, se senta na área dos fumantes na empresa só pra ser um fumante passivo. Quando vamos almoçar juntos ele chega no restaurante e pergunta se o prato do dia é mandioca na costela tirando onda com o garçom. 

Alguns amigos de infância também viraram gays e mesmo assim a amizade continua a mesma. Tinha um que ao invés de cantar "Atirei o pau no gato", ele cantava "Me atirei no pau do gato". Descobri que ele era gay quando fui cadastrar ele num site gay para zoar e apareceu a mensagem: "e-mail já cadastrado". Esse é tão gay que foi espremer um cravo e saiu uma rosa.

Eu estou solteiro, com mais de 30 anos e tem gente que acha que estou assim porque sou gay. Na boa, se "alegre" significa "gay" em inglês, eu sou o cara mais triste do mundo. O que eu não concordo é com o preconceito contra qualquer pessoa e por qualquer motivo. Acredito que ser hétero e reclamar dos gays é como ser vegetariano e reclamar de carne. Se você não vai comer, para que se importar com quem vai? Cuida da sua vida!

Aí falo isso e escuto: "você defende os gays, então deve ser gay também". Meu amigo, o pessoal do Greenpeace defende as árvores e nenhum deles é uma árvore. 

Os políticos tinham que procurar a cura para aqueles que morrem de fome e nas filas dos hospitais. Aí eu veria vantagem. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

​​​​​Homem não beija ninguém em micareta e processa prefeitura


Um universitário assim como eu, virgem, intocado, invicto, puro e imaculado, que se identificou como J.C.A. entrou com uma ação por danos morais contra a prefeitura de Guararapes do Norte, no glorioso estado do Acre. O motivo? O rapaz não beijou ninguém em uma micareta promovida pela prefeitura. 

O cabaço, digo, o universitário, mais perdido que azeitona em pão doce, alegou que “depois de quase dez horas de curtição e bebedeira não conseguiu conquistar nenhuma das muitas jovens que corriam atrás de um trio elétrico”. O que o deixou mais nervoso que gato em dia de faxina, foi o fato de que todos os seus amigos da festa saíram com historias pra contar. 

Se esse cara tivesse morrido de overdose na micareta, seria homenageado em sua lapide: "Nasci virgem, vivi virgem e morri virgem". Ou para resumir poderia apenas colocar: "Devolvido sem uso".

Fui em uma micareta em um local fechado uma vez. Naquele dia entendi como os presidiários conseguem cavar um túnel usando apenas uma colher. Meses depois apareceram várias meninas novinhas grávidas, e eu aqui querendo saber como a água entra no coco. Todo mundo diz que o álcool mata, mas não dizem que por sua causa também nasce muita gente.

Imagina essas meninas ninando seus filhos:

- Mãe, canta alguma coisa pra eu dormir?
- Desejo a todas inimigas vida longa... ♪♫ 
- Não, tá bom, deixa que eu durmo sozinho!

A prefeitura se defendeu com o argumento de que não é responsável pelo fato do jovem ser mais frouxo que colarinho de palhaço e não ter capacidade de pegar uma mulher numa micareta. O prefeito, mais enrolado que briga de polvo, disse que o evento era uma comemoração de caráter familiar. Quem já ouviu falar ou foi em uma micareta sabe que de caráter familiar não tem nada. 

No final das contas, os dois lados saíram vitoriosos: a prefeitura por vencer a causa contra o estudante e o virjão que conseguiu uma namorada do setor de aconselhamento psicológico do município. Cada panela tem sua tampa.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Independência ou morte!


Independência ou morte! Foi o que disse Dom Pedro I, no dia 7 de setembro de 1822. Na boa, do jeito que está a violência hoje, o líder popular para gritar isso aí tem que ser muito macho. O Brasil está tão violento, que eu fui na padaria, a mulher me disse que ia me dar o troco de bala e eu saí correndo.

Tenho certeza que se Pedro Álvares Cabral imaginasse no que se tornaria o Brasil 517 anos depois, ele teria passado reto com a caravela dele. As autoridades de hoje são incompetentes demais. Os corruptos e os chefões do tráfico eles não encontram, mas meu carro estacionado em lugar proibido às duas da manhã em lugar que não tem trânsito esses miseráveis acham. A justiça brasileira é muito eficiente em dois momentos: na hora de condenar os pobres e de absolver os ricos.

O povo tem como passatempo principal fazer filho. Hoje toda casa tem TV e ainda assim a população cresce desordenadamente. Quando vejo um carro que tem adesivo de família com mais de quatro crianças, eu deixo uma camisinha no para-brisa. Esses dias digitei no Google "gravidez indesejada" e automaticamente o botão "Estou com sorte" sumiu.

Ainda temos que carregar rótulos por ser brasileiros:

"Brasileiro é apaixonado por carro". Não, ele é apaixonado por status fútil. Brasileiro pode até ser apaixonado por carro, mas as brasileiras são mais ainda.

"A mulher brasileira é a mais linda do mundo". Tem tanto plástico no corpo que leva 100 anos para se decompor. 

"Brasileiro não desiste nunca". Mas aqui correr atrás dos seus sonhos, é a mesma coisa de correr atrás do Usain Bolt.

Você diz para um estrangeiro "sou brasileiro" e ele entende "moro no Rio de Janeiro, jogo futebol e pulo carnaval o ano inteiro". Se o Arnold Schwarzenegger fosse brasileiro, montaria uma banda de pagode chamada "Arnaldo e Suas Nêga".

O brasileiro é tão apaixonado por praia, que até nas Olimpíadas e Mundiais ele só pensa no bronze. "Deitado eternamente em berço esplendido", brasileiro manifesta preguiça até na hora do hino.

Sem contar o popular "jeitinho brasileiro", que podemos chamar de "artimanha ilegal". Falando nisso, esses dias voltando para casa, me deparei com um cara pobre desmaiado na rua. Bom, quer dizer, suponho que ele era pobre, afinal só encontrei dois reais na carteira dele.

E o noticiário só fala de duas coisas: violência e futebol. 

A morte vem sendo mais falada que a independência. Fico chocado quando leio nos jornais que foi encontrado mais um corpo boiando na represa. Será que ninguém sabe mais como usar um bloco de cimento?

Criticaram o Neymar porque foi para o PSG por causa de dinheiro e da independência que todo brasileiro busca: a financeira. Ué, eu também fui pro SPC pelo mesmo motivo: dinheiro.

Eu sou igual o Pelé: muito preocupado com o futuro das crianças. E não sou só eu, minha prima está muito preocupada com seus filhos. Ela fuma demais e isso está afetando a saúde dos garotos. Me perguntou como largar, indiquei um orfanato, espero que ajude.

Bom, feriadão, agora vou descansar. Muitas garotas postando fotos de biquíni no Facebook, vou preparar meu sombreiro, minha sunga, água de coco e pegar uma praia em casa mesmo em frente ao computador.