quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Independência ou morte!


Independência ou morte! Foi o que disse Dom Pedro I, no dia 7 de setembro de 1822. Na boa, do jeito que está a violência hoje, o líder popular para gritar isso aí tem que ser muito macho. O Brasil está tão violento, que eu fui na padaria, a mulher me disse que ia me dar o troco de bala e eu saí correndo.

Tenho certeza que se Pedro Álvares Cabral imaginasse no que se tornaria o Brasil 517 anos depois, ele teria passado reto com a caravela dele. As autoridades de hoje são incompetentes demais. Os corruptos e os chefões do tráfico eles não encontram, mas meu carro estacionado em lugar proibido às duas da manhã em lugar que não tem trânsito esses miseráveis acham. A justiça brasileira é muito eficiente em dois momentos: na hora de condenar os pobres e de absolver os ricos.

O povo tem como passatempo principal fazer filho. Hoje toda casa tem TV e ainda assim a população cresce desordenadamente. Quando vejo um carro que tem adesivo de família com mais de quatro crianças, eu deixo uma camisinha no para-brisa. Esses dias digitei no Google "gravidez indesejada" e automaticamente o botão "Estou com sorte" sumiu.

Ainda temos que carregar rótulos por ser brasileiros:

"Brasileiro é apaixonado por carro". Não, ele é apaixonado por status fútil. Brasileiro pode até ser apaixonado por carro, mas as brasileiras são mais ainda.

"A mulher brasileira é a mais linda do mundo". Tem tanto plástico no corpo que leva 100 anos para se decompor. 

"Brasileiro não desiste nunca". Mas aqui correr atrás dos seus sonhos, é a mesma coisa de correr atrás do Usain Bolt.

Você diz para um estrangeiro "sou brasileiro" e ele entende "moro no Rio de Janeiro, jogo futebol e pulo carnaval o ano inteiro". Se o Arnold Schwarzenegger fosse brasileiro, montaria uma banda de pagode chamada "Arnaldo e Suas Nêga".

O brasileiro é tão apaixonado por praia, que até nas Olimpíadas e Mundiais ele só pensa no bronze. "Deitado eternamente em berço esplendido", brasileiro manifesta preguiça até na hora do hino.

Sem contar o popular "jeitinho brasileiro", que podemos chamar de "artimanha ilegal". Falando nisso, esses dias voltando para casa, me deparei com um cara pobre desmaiado na rua. Bom, quer dizer, suponho que ele era pobre, afinal só encontrei dois reais na carteira dele.

E o noticiário só fala de duas coisas: violência e futebol. 

A morte vem sendo mais falada que a independência. Fico chocado quando leio nos jornais que foi encontrado mais um corpo boiando na represa. Será que ninguém sabe mais como usar um bloco de cimento?

Criticaram o Neymar porque foi para o PSG por causa de dinheiro e da independência que todo brasileiro busca: a financeira. Ué, eu também fui pro SPC pelo mesmo motivo: dinheiro.

Eu sou igual o Pelé: muito preocupado com o futuro das crianças. E não sou só eu, minha prima está muito preocupada com seus filhos. Ela fuma demais e isso está afetando a saúde dos garotos. Me perguntou como largar, indiquei um orfanato, espero que ajude.

Bom, feriadão, agora vou descansar. Muitas garotas postando fotos de biquíni no Facebook, vou preparar meu sombreiro, minha sunga, água de coco e pegar uma praia em casa mesmo em frente ao computador.

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