quarta-feira, 31 de julho de 2019

Pelo mundo afora: Marrocos


Situado no noroeste da África, o Marrocos não chama a atenção somente por não fazer parte da União Africana, nem pelos belos desertos onde há maratonas tradicionais e podemos passear de dromedários, nem muito menos pela sua economia baseada na agricultura e na mineração. O que mais chama atenção são os muitos costumes exóticos para nós aqui no Brasil.

Por exemplo, no Marrocos é comum ver homens andando de mãos dadas nas ruas e dando selinho uns nos outros, o que não é comum aqui no Brasil, exceto em jogos do São Paulo. Aqui no Brasil o número de gays está aumentando tanto que daqui a pouco vão ter que adicionar o 9 na frente do nome. Mas cá para nós, beijo gay e hétero é a mesma coisa que usar calcinha ou usar biquíni. São a mesma coisa, só que um é aceito em público e o outro não. O que vale é ser feliz, mesmo que seja pra lá de  Marrakech. 

Ainda nesse assunto, o país é um dos primeiros do mundo no ranking de cirurgias de mudança de sexo. Não que eu esteja interessado em operar, longe disso, é que a capital marroquina se chama Rabat e soa meio estranho ver um castrado "em Rabat", não soa?

O esporte mais popular no Marrocos por incrível que pareça é o futebol. Mesmo com a pouca tradição no esporte, dizem que foi lá que inventaram o famoso "treino sem bolas". Eles já enfrentaram o Brasil em uma Copa do Mundo e acabaram perdendo. Treinaram muitas jogadas de primeiro pau, mas na hora do jogo ele não estava mais lá, alguém já tinha decepado o bicho. Há brasileiros jogando nos clubes do Marrocos. Roberta Close jogou por lá, mas acabou sendo cortada.

Para quem gosta de beber, o Marrocos não é um lugar legal. Além de caras, as bebidas não são nada fáceis de serem adquiridas, mas como pinga é pé do ouvido não tem hora para tomar, os turistas têm lugares específicos para beber água que dromedário não bebe. Enquanto aqui no Brasil a cada esquina tem um boteco, no país africano não pode nem andar com uma garrafa de álcool na rua. Ainda bem que não consumo álcool, só quando acaba a pinga.

Deve ser por esse motivo que ao invés do coração, o fígado é o símbolo do amor no Marrocos. Quando uma mulher topa casar, dizem que ela está com o "fígado preso". Já o símbolo do amor do homem deve ser o intestino e quando ele aceita casar devem dizer que ele está com o "intestino solto".

A dieta do país além de exótica, exige algumas etiquetas incomuns. No desjejum eles sempre comem um prato coletivo. Recusar carne vermelha e comer com a mão esquerda é considerado falta de educação. Realmente, canhoto como eu não tem direito a nada. Mesmo que eu seja canhoto, sou obrigado a acordar com o pé direito e comer carne vermelha sem querer? Ora pois. 

Nos grandes e tradicionais mercados marroquinos, os produtos não têm preço fixo, o que manda é a lei da pechincha, não dá para ir às compras sem negociar preço. Essa pechincha lembra a política aqui do Brasil. Não só na negociação de propinas, da compra deputados pelo Zé Dirceu no mensalão, mas na arte de enganar toda a população de um país durante 4 anos e ainda ser eleito para segundo mandato. É muita negociação e muita gente para enganar!

Sobre a economia, acredita que 10% do PIB marroquino é proveniente da produção de maconha? Lá, como aqui no Brasil, há um estudo sobre a regularização do uso da maconha. Os consumidores da erva fizeram uma campanha pedindo para que todos os usuários dessem as mãos em prol dessa causa. Aí eu pergunto, se todos derem as mãos, quem vai enrolar o baseado?

Existe um provérbio local que diz: "Se um homem diz que você parece com um camelo, não ligue, mas se dois homens dizem, olhe-se em um espelho". Encerro esse texto dizendo: "Se você teve a resistência de um camelo e leu esse texto até o fim, não custa nada ler dois, siga para o texto abaixo!".

sábado, 20 de julho de 2019

Um post de aniversário


​​​​​Três coisas na vida ficam ainda melhores no dia seguinte: a vitória do seu time, pizza e aniversário. 

Nesse aniversário eu só queria ganhar um bolo: de dinheiro. Quando se passa dos trinta, entra em ação uma das maiores leis da vida: quanto mais aniversário você faz, menos presentes você ganha. O fato de ter a decoração de dinossauro no meu aniversário não significa que sou velho, ou significa? Estou tão velho que parece que quando Deus disse: faça-se a luz, eu puxei a fiação.

Estou com tanta conta sem pagar, que hoje a menina do SERASA me ligou logo cedo dando os parabéns. E não foi só ela que se lembrou não, uma meia dúzia de gatos pingados sempre se lembram do meu aniversário. Uma amiga da igreja mandou uma mensagem escrito "que Deus elimine a sua vida". Espero que seja ilumine e que ela tenha escrito errado. E na real, quem não tem aquela vontade de mandar "que bom, um ano a menos de vida", no aniversário de algumas pessoas? 

Um amigo de infância também me mandou os parabéns também:

- Parabéns, português boiola!
- Obrigado por se lembrar!
- Como poderia me esquecer a senha do seu wi-fi!

Fico sem graça em receber parabéns por fazer aniversário. É estranho você receber méritos por algo que não tem culpa. Seria mais lógico e sensato me dar os pêsames, já que em certa altura da vida não é um ano a mais e sim, um ano a menos. 

Fizeram uma festa surpresa para mim. Não importa quantos anos você tenha, você nunca vai saber como agir quando cantarem parabéns para você. Alguém sabe quanto tempo demora para realizar os pedidos de aniversário que eu fiz antes de apagar as velinhas? E haja velinha viu, precisei de um ventilador potente para apagar todas. 

Mas no fim foi legal, festa de aniversário, família reunida... e não tia, eu não tenho namorada! Atualmente estou até precisando de um "com quem será? ♫♪" no meu aniversário, pena que isso ninguém cantou.

sábado, 13 de julho de 2019

O dia do rock!


O dia 13 de julho é reconhecido no Brasil como o Dia Mundial do Rock. E eu como admirador desse estilo musical, não podia deixar passar essa data em branco mesmo não estando muito animado. Com tanta notícia de corrupção que tivemos essa semana no nosso país, hoje não estou a fim de ouvir nem rock, nem reggae, nem MPB, hoje o que me anima é ouvir uma notícia boa. 


Meus amigos religiosos dizem que o rock é música do diabo. Se o diabo é o pai do rock, eu nem quero conhecer o pai do "Despacito". E digo outra, se o diabo criou o rock, tenho medo mesmo é de quem criou o funk. Enquanto a apologia cultural musical for rebolar a bunda, se prostituir ou se drogar, não adianta querer discutir em mudar o futuro do país. Que saudade do tempo em que eu achava que "o pinto do meu pai fugiu com a galinha da vizinha" era a música mais pornográfica de todas.

Falando em música modinha, até o bom e velho Rock N´Roll vem sendo assassinado nessa onda de músicas "universitárias". Tenho vários amigos que se dizem "emos". Emo é uma espécie de roqueiro universitário. Na boa, se Restart é considerado rock, então Xuxa "Só Para Baixinhos" deve ser considerado no mínimo heavy metal. E tem as meninas modinhas também. Usar sainha, com All Star de cano alto e meia arrastão não faz você parecer roqueira, e sim uma Chiquitita.

Tenho um primo que diz que é roqueiro e só anda com roupas de bandas famosas. Acho que Ramones e Nirvana viraram marcas de roupas e eu não estou sabendo. Ele é do tipo que se diz roqueiro, mas chora ouvindo Raça Negra pensando na ex. Na semana em que tem o Dia do Rock e o Dia do Homem, ele, assim como os meninos do Restart devem estar se sentindo excluídos.

Sou fã número um do Raul Seixas. A única coisa boa no fato dele já não estar mais aqui, é saber que ele nunca fará um dueto com Anitta, Ludmila ou Nego do Borel.

Eu já curto e sou do tempo do "Sexo, drogas e Rock N´Roll". Me livrei das drogas e estou tentando curtir bastante os outros dois. Vou sempre para os shows com meu amigo Alfafa. Ele é tão orelhudo que um dia desses ele foi balançar a cabeça em um show de rock e saiu voando.

Já vou me despedindo porque hoje o post é curtinho. Vou para um bar de rock comemorar a data. Para você que vai também, deixo só um conselho: não fique bêbado, lá é escuro e todo mundo tem os cabelos longos.