quarta-feira, 25 de setembro de 2019

A Miss Homicidio


Do nada começa um bang-bang na rua e o presunto está fresco. Em seguida a população começa a chegar com o pão, queijo e refrigerante. Até aí é algo normal, não há povo mais sádico que o brasileiro. Foi o que aconteceu em Recife, na comunidade Roda de Fogo, onde a população batia palmas e gritava ao assassino: “mais um, mais um”, pois o crime havia animado aquela tarde tediosa. Isso porque é época de festa junina no Nordeste, imagina quando chegar o Halloween. Ou a Festa de Cosme e Damião, pois aí sim o povo costuma distribuir bala para todo lado.

Mas quem estava com "fogo na roda" foi uma moça que, sem pudor nenhum, começou a fazer strip tease em frente à população e ao pobre e indefeso cadáver estendido no chão. Como se percebe pela foto e pelo fato, ela não tem nenhum corpo de levantar defunto. Diria até que não levanta nem o que está vivo. Não se sabe quem tinha mais furo, o peito de Antônio Ronnes da Silva, vulgo o morto, que parecia mais um queijo suíço, ou a bunda da tal moça, a qual identidade será mantida em sigilo, mas que chamarei carinhosamente de "Miss Homicídio", que parecia mais uma pedra-pomes, aquela de lixar o calcanhar. Ela ficou exibindo o corpo, mas vamos falar a real, se homem se apaixonasse por pernas e coxas, avestruz e galinha receberiam flores todos os dias.

A rua estava tão cheia na hora do tiroteio, que o cara levou o tiro e só pôde cair uma hora depois quando a rua começou esvaziar. Mas o que espanta mesmo é o jeito que a população encarou um fato como este e a banalização da violência. Parecia que ao invés de ter um corpo de uma pessoa estendido no chão, parecia haver um bolo, pois o clima era de festa, e não de qualquer outro sentimento que corresponda com tamanha violência. Quando pensamos que o diabo está sem criatividade, a gente vê uma situação dessa.

O Brasil está parecendo o Velho Oeste. Naquela época, todo mundo andava com um revólver daqueles "canela seca" na cintura. Ninguém mexia com ninguém. Quando um mexia com o outro, tudo era resolvido ao meio-dia, num duelo. Quem ganhou viveu, quem perdeu, um abraço! A diferença é que hoje em dia, um século e meio depois é assim: eu ando na rua desarmado e quem vier mexer comigo, não me convida para um duelo nem nada, já me dá um tiro e leva meu dinheiro. E a população ainda samba em cima do meu cadáver.

Encerro dizendo que violência só gera mais violência, e amanhã o presunto fresquinho pode ser quem chegou hoje com o pão, com o queijo, com o refrigerante...

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

O caso da Mulher Catchup!


Um caso de polícia no mínimo curioso agitou a pacata Pindobaçu, interior da Bahia. A cidade de 20 mil habitantes, é tão pequena, que se alguém bate palmas no seu portão, a cidade inteira ouve. Se alguém espirrar, a cidade toda pega gripe. Geralmente as mulheres brigam por 3 razões: porque ela está com raiva, porque ela está de TPM e porque sim. Mas nesse caso uma briga de mulher causou mais confusão que um macaco em uma plantação de banana na pacata cidade. 

Uma mulher chamada Maria Nilza contratou por mil reais o senhor Carlos Roberto, um pistoleiro, ou como diz meu amigo Diegão Silva, um facãozeiro, para exterminar a dona de casa, batizada de Eronildes Aguiar Araújo, que a partir de agora será denominada "Mulher Catchup" nesse texto. Carlos era capoeirista, e na boa, não sei qual a utilidade de lutar capoeira. Não dá para começar a briga sem antes chamar o cara que toca berimbau para fazer os efeitos sonoros.

Quando o malfeitor chegou ao local em que executaria o serviço combinado, ele percebeu que conhecia a vítima, desistiu do crime e combinou a seguinte farsa: a vítima foi convidada a ser amarrada, posar como falecida, com um facão preso entre o tronco e o braço, amarrada e encharcada de catchup, aceitando a simulação por um cachê de R$240,00, o que rendeu o apelido de Mulher Catchup.

Dias depois, a mandante descobriu que o crime não foi executado, pois encontrou o mau elemento aos beijos com a suposta vitima, em uma feira livre da cidade. Bom, como podemos perceber, no fim das contas o único que acertou algum golpe na Mulher Catchup foi o cupido, nem quero imaginar como fizeram para tirar aquele catchup todo do corpo dela depois.

Nessa hora o clima esquentou de vez, já que briga de mulher começa a ficar séria quando uma chama a outra de fofa ou querida na frente de todo mundo. Irritada com a mentira, Maria denunciou Carlos por um falso assalto a ela, mas como ninguém tinha prova de nada e por falta de flagrantes, nenhum dos três foram detidos nessa novela. Nesta passagem pela delegacia, Carlos contou o ocorrido para a polícia e assim tudo foi esclarecido. Para o Carlos fica a lição: em briga de aranha, mosca não se mete no meio.

E outra, briga de casal só traz mais problemas, veja a briga entre a Joelma e o Chimbinha, por exemplo, foi a pior coisa que aconteceu, porque ao invés de acabar com a banda, agora temos duas! Sou bom para apartar brigas, ontem vi dois cegos brigando na rua e gritei: "estou torcendo para o que está com a faca". Os dois saíram correndo.

A Mulher Catchup relatou que quer se aproveitar destes seus quinze minutos de fama para tentar uma cadeira na câmara municipal nas próximas eleições municipais. Como já sabemos, político não precisa ter preparo neste país, é só fazer uma palhaçada igual essas e já está pronto, abestado!

“Depois que saí na televisão e no jornal todo mundo grita na rua que é meu fã”. A Mulher Ketchup já conquistou até as crianças: “O ônibus escolar parou por minha causa. Aquela meninada toda gritando das janelas e o motorista buzinando”. Disse à imprensa. Boa sorte à ela, que hoje segue a vida sem o capoeirista e facãozeiro, Carlos. Mas a vida é assim, quando uma porta se fecha, outra se abre, sou prova disso, meu carro é assim.

Ostentação é encher o tanque!

​​​​​ Vou falar a verdade, sempre fui aquele tipo de pessoa que chega no posto de gasolina, pede para colocar dez reais e ainda diz p...