quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Morri, mas passo bem!


Passei mal no final de semana, fiquei com 40 graus de febre. E pude perceber o quão forte são as mulheres, não sei se é ironia, mas uma vez ouvi dizer que durante o parto as dores são tão fortes, que uma mulher quase consegue imaginar o que sente um homem com febre.

Para vocês que dizem que eu não pego ninguém, uma novidade: peguei uma gripe. Menos mal que não é gripe suína, já estava xingando o meu amigo Presuntinho por ter me contaminado. 

Quando ficamos mais velhos começamos a ficar igual ao meu carro: arruma o motor, fura o radiador, troca a embreagem, fura o tanque de gasolina e assim por diante. Percebo que a idade está chegando, pois quando eu era novo, o Mar Morto só estava doente. Daqui uns dias quando eu adoecer não vou mais precisar de médico, mas sim de um arqueólogo. 

Esses dias me ligaram oferecendo um plano de saúde. Eu recusei, já que eu não tinha plano de ficar doente. Me dei mal, afinal, tive que ir para um hospital público esse final de semana. 

Quando cheguei lá, logo de cara vi uma mulher muito brava, xingando todo mundo. Acho que ela não era paciente. 

Ao lado dela outra cantava: remove a minha pedra, me chama pelo nome ♪♫. Não entendi na hora, mas depois fiquei sabendo que ela tinha pedra nos rins. 

Dizem que sou antissocial, mas sempre faço amizade na sala de espera do hospital. Ganho a simpatia de todos falando mal dos médicos e do atendimento. Ainda mais quando peguei uma senha de atendimento que tinha mais número que o CEP de casa. Quando a atendente me deu aquele número achei que fosse o WhastApp dela. 

Ela me disse: "calma, senhor, é só uma febre, me diga qual é o seu plano". O meu plano é ser atendido rápido e ir embora dessa merda! 

Encontrei uma amiga minha lá no hospital. Eu vomitando e ela tirando foto nossa para colocar no Facebook. Na hora em que vi a postagem quando cheguei em casa pensei: ainda bem que só vomitei e não me caguei todo! 

Meus amigos ainda queriam que eu fosse para a noitada com eles. Me senti como a famosa Sambalelê da cantiga infantil. Sambalelê está doente, está com a cabeça quebrada. Aí o que querem que Sambalelê faça? 

( ) Tome um remédio 

( ) Procure um hospital 

( ) Fique de repouso 

(x) Sambe 

Só faltaram querer me dar umas boas palmadas porque não segui o conselho. Mas a lógica de todo mundo é essa, se você rir enquanto estiver doente, é porque já melhorou.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Tamanho é documento?


​​​​​Hoje vou comentar sobre um assunto que intriga a raça masculina que participo com orgulho. Afinal, tamanho é documento?

Vou começar falando por mim, afinal não fico muito intrigado com isso já que sou adepto das velhas frases: “tamanho não é documento” e “dinheiro não trás felicidade”, o que logo mostra que sou pobre e que tenho pinto pequeno. Sou feliz assim, não vou deixar que coisas pequenas atrapalhem meu dia a dia.

Engraçado que recebo vários e-mails com “táticas” para aumentar meu pênis. Mas é besteira. Um amigo me disse que é só amarrar um barbante com uma pedra no dito cujo e fazer um levantamento de peso. Segundo ele funciona, mas não tenho coragem de arriscar meu pescoço. Prefiro continuar com meus poucos, mas naturais dotes. Além do mais, não acredito nesses truques, esses dias comprei um produto pela internet que prometia aumentar o Nicolau, mas quando recebi em casa e abri, vi que era uma lupa.

Semana passada eu conversava com uma moça pela internet e ela me disse que pra sair com ela tinha que ter um pênis de A a Z. Olhei no teclado a distância de A até o Z e pensei: "está no papo!". Mas no fim das contas, acabei nem pegando esta mina. Tenho um grave problema com preservativos, todos que eu compro tenho que levar para minha mãe fazer barra e ela não estava em casa nesse final de semana.

Com certeza o que mais chateia nossa classe são as gozações (estou falando de zoação). Um amigo me zoa bastante por causa disso, quando eu ver a namorada dele vou reclamar e mandar ela parar de ser fofoqueira.

Fui passar trote esses dias para um amigo cabeleireiro e me dei mal:

- Alô, é do salão?
- É sim!
- Quanto custa para lavar a cabeça?
- 15 reais.
- E o Nicolau inteiro?
- No seu caso, continua 15 reais.

Acho que ele reconheceu a minha voz.

Essas zoações traumatizam sim, é fato isso. Tanto que esses dias fui comer um lanche no Subway e a atendente perguntou:  

- Boa tarde, senhor, 15 ou 30 centímetros?
- Ah, 7, mas isso não tem nada a ver. 

Vou encerrar esse texto porque está friozinho hoje. No frio junto com as ideias outras coisas diminuem e não quero falar mais dele. Mas uma coisa é certa, nesse texto fiz igualzinho ao meu dito cujo: quando todos pensavam que estava na metade, já estava no final.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

​​​​​Existe algo organizado no Brasil: o crime!


Sobre o assalto dessa noite eu só digo uma coisa: engordei dois quilos, realmente o crime não compensa. E entre tantas bagunças no nosso país, algo pelo menos é organizado, o crime!

A coisa está feia quando o assunto é violência. Diria que a situação está mais feia do que banguelo gritando gol do Corinthians. A população anda na rua mais desconfiada do que meu avô comprando Viagra em farmácia nova. E eu, assim como você e qualquer outro cidadão de bem venho sofrendo muito com a violência. Põe na tela:

Dias atrás saí com o carro, deixei estacionado e quando voltei, ele não estava mais lá. Testemunhas me falaram que o carro foi roubado. A que ponto chegamos. Imagine o ladrão roubando o carro: “rodas ao alto, é um assalto”. Como se já não bastasse o IPVA.

No dia seguinte eu andava pela rua e dessa vez eu fui abordado: “mãos ao alto, é um assalto”. Mas o ladrão deu azar porque eu estava tão duro que se me chamassem posaria na G Magazine. Pelo menos ele foi caridoso e me deu cinco reais pra eu pegar um ônibus e ir embora.

Mas vi que o mundo estava perdido quando cheguei de surpresa em casa e vi um ladrão roubando a calcinha da minha mulher. Sorte que cheguei e a salvei bem na hora em que ele estava tirando do corpo dela. 

No bairro onde eu moro vira e mexe tem uns tiroteios. Esses dias teve um bem no horário de pico quando os trabalhadores voltavam para suas casas. Agora sempre que o ônibus passa por lá todos passageiros deitam no chão com medo dos tiros. O Governador disse que não tolera mais ver o povo passar por isso e vai tomar uma medida radical: vai substituir todas as cadeiras dos ônibus por camas.

O trânsito no Brasil também é muito violento. Li que em São Paulo um homem é atropelado a cada cinco minutos. Eu se fosse esse cara nem saía mais de casa, vai ser azarado assim lá no inferno, já deve estar todo quebrado!

Esses dias após uma discussão de trânsito vi um cara cimentando o carro do outro na calçada. A vingança foi pesada, mas para mim não faz sentido. Mesmo sem meu carro estar cimentado no chão eu não consigo sair do lugar na maioria dos dias aqui em São Paulo. 

E as drogas? Daria para escrever um livro sobre esse assunto. Esses dias, os traficantes do meu bairro montaram uma barraca de frutas para disfarçar a venda de drogas. Para os nóias foi bom, já que compravam a maconha e já levavam um cacho de banana para a larica. E assim como nas barracas das feiras livres, na barraca deles mulher bonita não paga, mas também não cheira.

Acredito que a população precisa se conscientizar de que a violência não leva a nada. Eu aprendi isso em um simples momento de reflexão. Um dia estava pelado e um pernilongo pousou no meu saco, nesse dia percebi que nem tudo se resolve com violência.

E enquanto acontece tudo isso, nós vamos empurrando essa situação com a barriga e não tomamos atitudes para melhorar. O Brasil precisa de menos opiniões e de mais atitudes. Essa é a minha opinião!