A polêmica Campanha da Fraternidade 2021

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança oficialmente nesta quarta-feira (17) a Campanha da Fraternidade de 2021, com o tema "Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor".

Neste ano a campanha que é tradicionalmente realizada pela Igreja Católica em parceria com instituições cristãs desde a década de 1960, reflete sobre a "negação da ciência" durante a pandemia de Covid-19 e sobre a "cultura de violência" contra mulheres, negros, indígenas e pessoas LGBTIQ+.

Como não poderia ser diferente nos dias atuais, a campanha vem causando polêmica. Nem tanto pela ala negacionista dentro da igreja, já que pessoas que negam e subestimam o vírus estão em todos os lugares, mas pela ala mais conservadora da igreja que não aceita pautas LGBTIQ+ e as consideram anti-católicas.

Creio que o maior ensinamento de Cristo foi para amarmos uns aos outros. Simplesmente amar, não julgar. Amar não somente quem lhe é conveniente. Jesus amava sem exclusão, esse é seu grande exemplo. Acredito que a igreja não pode fechar os olhos aos problemas vividos pela sociedade e os temas de 2021 são pertinentes. A pandemia vem matando, a violência contra as minorias também.

A dificuldade de amar quem é diferente que causa tanta polêmica, se Cristo fosse colocado no centro da campanha, não haveria tamanho incômodo com o tema. Discurso de ódio não combina com os ensinamentos de Jesus, ele só destilava amor. Tudo é tão mais fácil quando se compreende que não é necessário concordar, basta aceitar pontos de vista diferentes e amar, simplesmente amar.

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