Oceanos barulhentos e os animais marinhos

A poluição sonora das grandes cidades é, há muito tempo, tema de diversas discussões a respeito dos seus efeitos prejudiciais à saúde humana. Recentemente, a ONU relatou a sua preocupação em relação a um assunto muito pertinente: o aumento da poluição sonora também no mar.

No fundo do mar não tem ninguém andando de moto sem escapamento ou ouvindo funk sem fone de ouvido, mas o barulho também é grande. E ao que tudo indica, esta poluição está afetando e pondo em risco a sobrevivência das espécies marinhas.

Navios, estudos sísmicos, revólveres de ar comprimido, mergulhadores, pescarias com dinamites, plataformas de petróleo, lanchas motorizadas e até mesmo inocentes surfistas tornaram o oceano um local insuportavelmente barulhento para a vida marinha.

E realmente as vibrações interferem na vida marinha. Alguns animais, principalmente baleias e golfinhos, se utilizam das vibrações para se localizar, se comunicar e até identificar possíveis presas ou predadores. Sempre há algum impacto ambiental quando entramos no seu habitat.

A ONU, através de seu Programa para o meio Ambiente (Pnuma), pede aos Governos e às indústrias a que adotem motores mais silenciosos e alarmes menos danosos nos navios e medidas mais restritivas ao uso de testes sísmicos para prospecção de petróleo e gás. Os sonares navais, por exemplo, estão relacionados com enormes mortandades de alguns cetáceos.

Como os ruídos produzidos pelo homem podem interferir na vida marinha vem sendo alvo de muito estudo e ainda não há políticas efetivas para solucionar/amenizar o problema, mas a comunidade científica e nós, público em geral, devemos estar cada vez mais preocupados com essa nova fonte de poluição. Os dados que temos visto comprovam que essa preocupação é justificada.

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